Exposição: Colônia, de Armarinhos Teixeira

Na exposição são exibidas oito grandes instalações, realizadas com materiais industriais, plantas aquáticas e carnívoras, além de máquinas e sistemas de transmissão de nutrientes. Em curadoria e texto, o crítico Marcus de Lontra Costa destaca a influência da paisagem amazônica e o hibridismo entre ciência e arte na produção do artista.

“Em sua primeira grande mostra na sua cidade natal, Armarinhos Teixeira parte de um mundo submerso, a partir de pesquisas que realizou na Amazônia, onde o movimento das águas, as cheias e as marés, alteram profundamente a paisagem regidas pelo ritmo das cheias e das vazantes. Nessa nova série, as colônias submersas criam elementos de grande potência visual na qual o tempo é o regente de suas transformações”, escreve Marcus.

Distribuída em dois pavimentos, “Colônia” é aberta por uma instalação de sete metros de altura em aço e manta de poliéster. O andar superior abriga as demais instalações, todas elas remetendo à ideia de colônia, tão cara ao artista. Em duas delas, Armarinhos cria um bioma aquático a partir do uso de sistemas de circulação de água e filtragem com o uso de nutrientes para garantir a crescimento de espécies aquáticas amazônicas e também carnívoras. 

O hibridismo e a pesquisa de materiais incomuns de Armarinhos surpreendem o visitante com a instalação “Altura das Miragens”, em que quatro escadas de marinheiro, dessas com uma espécie de gaiola de segurança, sustentam a delicada e volumosa trama de uma manta acobreada de uso industrial. 

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