Pensar o futuro a partir dos conhecimentos produzidos pelos povos africanos e por seus descendentes é uma das propostas que atravessam o trabalho intelectual de Aza Njeri. Escritora, pesquisadora e professora universitária, ela desenvolve estudos que aproximam literatura, filosofia, educação e manifestações artísticas, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre as experiências negras no Brasil e no mundo.
Doutora em Literaturas Africanas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Aza é professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), onde atua na pesquisa e no ensino de literaturas, culturas e filosofias africanas e afro-diaspóricas.
Sua produção intelectual valoriza conceitos e conhecimentos desenvolvidos a partir de perspectivas africanas, propondo reflexões sobre identidade, memória, pertencimento e as consequências históricas do colonialismo.
Autora de livros como A Luz de Aisha e Rasgos, Aza também utiliza diferentes plataformas para compartilhar conhecimento. Sua atuação inclui produção audiovisual, crítica literária, teatro e projetos de divulgação científica, aproximando discussões acadêmicas de públicos mais amplos.
Um dos diferenciais de seu trabalho está na defesa de uma educação que reconheça os saberes africanos como parte fundamental da produção de conhecimento. Nessa perspectiva, a literatura deixa de ser apenas uma expressão artística para também se tornar instrumento de reflexão sobre a história e as possibilidades de transformação social.
Na FlinkSampa 2026, sua trajetória acrescenta ao encontro uma contribuição importante para os debates sobre ancestralidade, pensamento africano e construção de novas narrativas.
A festa literária chega à 14ª edição com homenagem a Nei Lopes, escritor, compositor e pesquisador que também dedica sua obra à preservação e à valorização das matrizes africanas da cultura brasileira.
A programação será realizada de 17 a 19 de novembro, no Sesc 14 Bis, em São Paulo, com entrada gratuita.