17 a 22 de novembro

Walmir Borges: o maestro do Troféu Raça Negra

A batida, o ritmo e a emoção do Troféu Raça Negra 2025 serão conduzidos, mais uma vez, pelo talento de Walmir Borges. O cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista, que acumula uma carreira sólida de mais de três décadas na música brasileira, assume a direção musical de um dos eventos mais aguardados do calendário cultural, que integra a programação da 8ª Virada da Consciência.

Borges é um verdadeiro alquimista sonoro, com colaborações que atravessam gerações e gêneros, de Paula Lima a Luan Santana, de Alcione a Roberto Frejat. No dia 18 de novembro, no Espaço Unimed, ele será o responsável por tecer a experiência musical da noite que presta uma homenagem especialíssima à trajetória inspiradora de Leci Brandão. Walmir Borges promete uma trilha sonora à altura do legado da dama do samba e da luta por justiça social. Confira o bate papo com Walmir Borges. 

Virada: Conte-nos como foram as suas experiências anteriores participando de edições do Troféu Raça Negra?
Walmir: Sempre experiências ótimas! Toda história vivida e contada durante as apresentações do prêmio são experiências e reflexões que levamos para a vida.

Virada: Como a homenagem a Leci Brandão, neste ano, influenciou a sua concepção da direção musical para o Troféu Raça Negra 2025? De que maneira o repertório e a atmosfera da noite refletirão a inspiradora trajetória dela?
Walmir: A “Tia Leci” é uma memória que traz a imagem e afeto de todas as nossas mulheres pretas. Nossas mães, tias, avós…Então, a influência de Leci reflete e acende a luta diária dessas nossas heroínas. E na voz e presença de Leci tudo isso toma voz gigante, que ecoou e ecoa em todos os ouvidos e corações. Tento “cantar” a história de Leci Brandão com intérpretes maravilhosas e maravilhosos que fazem parte do legado construído por Leci. O repertório de Leci passa por várias frentes: militância, busca por igualdade, músicas para o coração, músicas com uma ingenuidade malandra, e também sobre educação e resistência. Assim cantaremos e influenciaremos os espectadores e pensadores da noite.

Virada: Considerando sua vasta experiência e as inúmeras colaborações ao longo de três décadas, o que torna a direção musical do Troféu Raça Negra um desafio ou uma experiência única para você?
Walmir: Falar sobre celebridades negras e saber que estão sendo premiadas por seus feitos brilhantes causa uma certa ansiedade. Ansiedade em caminhar do mesmo tamanho dos homenageados. Os arranjos, a escolha de repertório, os artistas selecionados. Tudo isso, tem que ter o tamanho do homenageado e o tamanho do troféu. Então penso em cada detalhe como se fosse uma tatuagem que ficará para sempre nas nossas almas! Celebrar esses talentos negros é dar luz a histórias escondidas, e ao mesmo tempo contribuir para mais um capítulo.

Virada: O Troféu Raça Negra é parte da 8ª Virada da Consciência. Como diretor musical, qual é a sua visão sobre o papel da música em um evento que valoriza a identidade do povo negro, e como isso se manifestará na noite de 18 de novembro?
Walmir: É uma honra fazer parte disso! Acho que a música sempre foi uma porta de entrada para pessoas negras e periféricas. Ter um momento musical dentro de uma Virada da Consciência Negra só reforça o quanto a música salva, salvou e salvará jovens. A arte é uma profissão divina, e também um alento às nossas almas sofridas no cotidiano. Com certeza a manifestação será gigante e atrairá o público para se divertir, mas também para refletir sobre os nossos verdadeiros construtores da nação.

Virada: Após participar musicalmente do evento em outras ocasiões, há algo que você planejou de forma diferente ou alguma novidade especial que o público pode esperar da experiência musical nesta edição de 2025, em comparação com os anos anteriores?
Walmir: A novidade é mostrar a multifacetada história de Leci sendo trazida por artistas de diferentes gêneros musicais. A novidade será mostrar que não dá para pôr uma artista como Leci em uma prateleira só. E a galera vai se surpreender com as lindas interpretações desses artistas da música preta brasileira.

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